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Carreira internacional em RH

Os desafios de uma carreira internacional foram o tema da palestra apresentada pela vice-presidente de Recursos Humanos da SAP – Asic Pacific Japan, Renata Janini Dohmen, no dia 19 de junho, na sede da ABRH-SP.  Há seis anos em Singapura, Renata abordou os pontos críticos para trabalhar no exterior: “Ter disposição para o risco; se preparar para a mudança ao longo dos anos; conhecer pessoas e ter seu ponto de apoio no novo país; ouvir a experiência do outro e aprender com ela; ter foco no objetivo maior; criar um sistema de apoio vindo de mentores formais e informais; ter humildade; e oferecer em retorno para as pessoas”. Renata falou ainda “do que está acontecendo do outro lado do mundo”. Para ela, a transição para a economia digital é a principal questão. “Vivemos numa época em que a velocidade da inovação caminha a passos exponenciais. Já estamos falando da 5ª Revolução Industrial. Se a empresa não acompanhar esse passo, ela vai ser atropelada.” Nesse contexto, um dos desafios é modernizar os serviços de RH para uma entrega imediata e personalizada. “Também é preciso adotar uma nova definição da experiência do empregado por conta do comportamento que ele tem como consumidor”, completou a executiva.       Fonte: O Estado de São Paulo, 02 de Julho de 2017

Vivência em coaching e cases de mentoria são novidades do congresso

Dentro da proposta de apresentar um novo CONARH, o comitê de criação do 43º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, que será realizado em agosto, no São Paulo Expo, na capital paulista, preparou o inédito Espaço Mentoria & Coaching. “Queríamos propiciar ao público atividades alternativas ao formato das palestras convencionais, que permitissem a interação e a vivência dos congressistas. Além disso, trata-se de duas práticas que crescem cada vez mais no mundo corporativo”, explica Maíra Habimborad, presidente da Cia de Talentos e coordenadora do espaço. As atividades sobre coaching serão apresentadas por dois profissionais respeitados na área e com abordagens diferentes sobre o tema. São eles a consultora Vicky Bloch, sócia da Vicky Bloch Associados, e Jorge Dorneles Oliveira, cofundador e coordenador da Formação de Coaches EcoSocial. Com 1 hora e meia de duração, cada apresentação terá os primeiros 30 minutos reservados para que os especialistas deem a sua visão sobre práticas de excelência na área. “Um dos objetivos é destacar o melhor do coaching, pois, na medida em que se tornou muito disseminado, passou a ter várias abordagens”, explica Maíra. Depois dessa abertura, durante cerca de 40 minutos, uma pessoa da plateia participará de uma sessão de coaching ao vivo com o especialista; o tempo restante será dedicado ao debate sobre os conceitos apresentados e a perguntas dos participantes. Maíra salienta que o conteúdo é de interesse tanto para quem quer ser coach como para aquele que pretende contratar o serviço, como coachee. Já no caso da mentoria, a dinâmica será diferente. “Optamos por convidar empresas que há algum tempo possuam práticas nessa área e tenham boas histórias para contar”, destaca a coordenadora. A IBM falará sobre mentoria focada em diversidade e a Atento, de seu programa voltado aos jovens. As apresentações terão a participação do RH, que é responsável pela implantação dos programas de mentoria, do mentor e seu mentorado. O profissional de RH fará a abertura para explicar o programa adotado pela organização. Posteriormente, será feita uma espécie de talk show com os três para explorar como se dá o processo de mentoria e, para finalizar, assim como com as apresentações de coaching, será aberto espaço para perguntas e debate com o público.     Inscrição prévia Os congressistas do CONARH 2017 interessados em participar do Espaço Mentoria & Coaching deverão se inscrever previamente, a partir de 1º de agosto, pois as vagas são limitadas. Em breve, a ABRH divulgará o procedimento para tanto.       Fonte: O Estado de São Paulo, 29 de Junho de 2017

Brasil é Top 10 em evento da SHRM

Nova Orleans, nos Estados Unidos, abrigou, de 18 a 21 de junho, a SHRM 2017 – Annual Conference & Exposition, maior evento de RH do mundo promovido pela SHRM – Society for Human Resource Management, a maior entidade do gênero do planeta.

 

Com a 10ª maior delegação entre 82 países participantes, a ABRH-Brasil marcou presença no evento, que reuniu cerca de 15 mil pessoas. Entre os componentes da delegação brasileira, integrada por 23 profissionais, estavam Elaine Saad, presidente da associação; Daviane Chemin vice-presidente; Leyla Nascimento, presidente do Conselho Deliberativo; e Wagner Brunini, vice-presidente Financeiro.

 

“Foram quatro dias intensos, de reflexão sobre o futuro do RH, de encantamento e de muita inspiração”, resume Elaine. A expectativa, diz ela, é que na próxima edição, marcada para acontecer de 17 a 20 de junho de 2018, em Chicago, a delegação brasileira se supere e seja ainda maior.

Fonte: O Estado de São Paulo, 29 de Junho de 2017

Comitê realiza evento sobre reforma trabalhista

A reforma trabalhista e seus impactos na gestão de RH foram abordados, no último dia 20, em evento realizado pelo CORHALE – Comitê RH de Apoio Legislativo, na sede da ABRH-SP, na capital paulista. A apresentação ficou a cargo de Wolnei Tadeu Ferreira, diretor Jurídico da ABRH-Brasil. Advogado trabalhista com larga experiência em RH e um dos fundadores do CORHALE, ele destacou que a proposta inicial da reforma já sofreu 850 emendas, segundo maior número de emendas na história do Congresso Nacional. Agora, com o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 38/2017, a matéria está em análise no Senado. Durante a palestra, Ferreira elencou os artigos do PLC que mais interessam aos RHs. Entre as principais mudanças, ele assinalou: – Revisa o tempo efetivo de trabalho, sem contar como hora extra o tempo em que o funcionário, por escolha própria, permanece na empresa após a jornada normal, seja para estudar, se alimentar, por questão de segurança ou outro motivo. – Limita intervenção da Justiça através de súmulas ou enunciados, inclusive na análise da negociação coletiva. – Põe fim ao problema das horas in intinere, ou seja, o deslocamento do trabalhador para ir e voltar do trabalho, quando o transporte é oferecido pela empresa, deixa de ser caracterizado como tempo à disposição do empregador. – Amplia do conceito de jornadas parciais para aquelas cuja duração não exceda a 30 semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a 26 horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até 6 horas suplementares semanais. – Cria o trabalho intermitente para qualquer atividade, exceto aeronautas. – Regulamenta o teletrabalho e excetua os teletrabalhadores do controle da jornada. – Institui o fracionamento das férias em até três períodos, dos quais um não poderá ser inferior a 14 dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a 5 dias corridos cada um. – Retira a exigência de a homologação da rescisão contratual ser feita na presença dos sindicatos. – Diferencia, na contratação, o empregado que tenha diploma superior e ganha acima de duas vezes o teto da Previdência. – Institui a arbitragem para empregados com salário mensal superior a duas vezes o teto da Previdência. – Aprova o acordo entre empresa e empregado para a rescisão, considerando pela metade o aviso prévio indenizado e a multa do FGTS e por inteiro as demais verbas, mas não autorizando o ingresso no seguro-desemprego.       Fonte: O Estado de São Paulo, 29 de Junho de 2017

CORHALE também promoveu evento para discutir o tema

A reforma trabalhista também foi tema do evento realizado pelo CORHALE – Comitê RH de Apoio Legislativo na última terça, na sede da ABRH-SP. Diretor Jurídico da ABRH-Brasil e integrante do CORHALE e do CORT, Wolnei Tadeu Ferreira falou, para um auditório lotado, sobre os procedimentos adotados no Congresso Nacional para análise da reforma e seus impactos, se aprovada, na gestão de Recursos Humanos. “Desde que o projeto de lei 6787, de autoria do Poder Executivo, chegou à Câmara dos Deputados no final de dezembro do ano passado, a proposta inicial sofreu 850 emendas – o segundo maior número de emendas na história do Congresso Nacional”, destacou Ferreira. “Foram inúmeras audiências públicas, mesas redondas, seminários e reuniões de trabalho. Além disso, gente muito especializada ajudou o relator, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), a redigir o relatório apresentado à Câmara e aprovado no plenário da casa em 26 de abril.” Enviado ao Senado Federal como PLC (Projeto de Lei da Câmara) 38/2017, o texto da reforma está em análise nas comissões antes de ser votado pelo plenário.   Ferreira explicou ainda artigos da reforma de maior interesse para os RHs. Entre eles:   – a revisão do tempo efetivo, sem contar como hora extra o tempo em que o funcionário permanece na empresa, após a jornada normal, por escolha própria, para estudo, higiene pessoal, alimentação, prática religiosa ou por questão de segurança; – o fim do problema das horas in itinere – qualquer deslocamento oferecido pela empresa em favor do trabalhador não caracteriza o tempo à disposição do empregador; – a criação da figura do trabalho intermitente para qualquer atividade, exceto aeronautas. – o fracionamento das férias em até três períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior a 14 dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a 5 dias corridos, cada um; – e a aprovação do acordo entre empresa e empregado para a rescisão, considerando pela metade o aviso prévio indenizado e a multa do FGTS e por inteiro as demais verbas, mas não autorizando o ingresso no seguro-desemprego.     Fonte: O Estado de São Paulo, 25 de Junho de 2017

Plano de saúde é o maior gasto do pacote de benefícios

Depois do salário, o plano de saúde representa o maior gasto que as empresas têm com os funcionários. De acordo com estudo divulgado recentemente pela consultoria de benefícios e capital humano Aon, para 36% das empresas a assistência médica representa de 5% a 10% da folha de pagamento. Para 32% das companhias que participaram do levantamento, o custo de saúde é menos impactante e equivale a até 5% da folha. Só que para 25%, os custos de assistência médica são de 10,1% a 20% do total gasto com os colaboradores. As 7% restantes têm custos superiores a 20%. O principal fator do elevado gasto com planos de saúde dentro das empresas brasileiras é a inflação médica, que registrou, nos últimos cinco anos, um acumulado de 108%, ante 42% da inflação geral. Esse índice é impactado pelas novas tecnologias, pelo alto índice de judicialização na saúde e pelos desperdícios na utilização dos planos. O gasto médio por usuário chegou a aproximadamente R$ 3.600, em 2016, ante R$ 2.890, em 2014. Dessa diferença, R$ 324,00 correspondem apenas ao aumento de frequência, o que representa quase 10% de impacto nesse custo crescente. Mesmo assim, a assistência médica é o benefício com maior prevalência nas organizações: 99,8% das companhias pesquisadas oferecem seguro saúde aos colaboradores. Mas o custo elevado faz com que o plano de saúde esteja sob constante análise dentro das empresas. A pesquisa da Aon revelou que, no último ano, 70% das companhias redesenharam o benefício saúde. Além disso, 40% consideram importante rever todos os anos as regras da assistência médica. Nesse cenário, precisamos tomar algumas ações de curto prazo, como mudanças nas regras de elegibilidade e nas formas de custeio. E também precisamos pensar em soluções de médio e longo prazo para que o benefício seja sustentável. Para isso, é importante que as empresas realizem a implantação de programas de gestão de saúde. Atualmente, as principais ações desse tipo são gestão de internação, gestão dos casos de alto custo, programas de ergonomia e ronda postural. Além dessas iniciativas, também é fundamental fazer a gestão de doentes crônicos e desenvolver programas de auxílio medicamentos.     Por Rafaella Matioli, diretora técnica de Saúde e Benefícios da Aon Brasil       Fonte: O Estado de São Paulo, 25 de Junho de 2017

Conselho Superior de Relações do Trabalho (Cort), da Fiesp, debateu a reforma trabalhista

O professor da FEA-USP José Pastore foi o convidado da reunião do Conselho Superior de Relações do Trabalho (Cort), da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, realizada em 6 de junho, para falar sobre os desafios da reforma trabalhista. A condução da reunião foi feita por Roberto Della Manna, presidente do Cort. Na análise de Pastore, a produtividade é absolutamente urgente e essencial para a promoção do crescimento da economia brasileira, e a negociação, possibilitada pela reforma trabalhista em discussão, é “quase tudo” para isso. A reforma amplia a área de negociação, tanto no campo individual quanto coletivo. Hoje muito pouco pode ser negociado, lembrou. “Predomina uma rigidez muito grande das relações do trabalho.” Na avaliação de Pastore, a reforma trabalhista não toca na estrutura dos encargos sociais, mas abre espaço para trocas em vários outros campos, como a jornada de trabalho e o intervalo entre as jornadas. Para as empresas, as negociações valerão a pena se estas conseguirem fazer trocas compensadoras para a produtividade. Isso vai requerer competência e habilidade dos profissionais de Recursos Humanos e de Relações do Trabalho, assim como os da área Jurídica. Segundo ele, a reforma está na direção correta, mas os profissionais de RH terão que estar afiados em relação às necessidades de produtividade da empresa e ser criativos. A representação obrigatória dos funcionários nas empresas com mais de 200 empregados, por exemplo, torna dramático o trabalho do RH. A área terá de acompanhar a escolha dos representantes e criar neles a cultura da produtividade. O ex-ministro do Trabalho Almir Pazzianotto disse que a reforma é como a discussão sobre decoração de uma casa em ruínas. A questão é muito mais complexa, afirmou. Para ele, a reforma não toca em pontos como a legislação trabalhista, incluindo o direito de greve, a Justiça do Trabalho, com seu poder político, que não pode ser subestimado, os fiscais do Ministério do Trabalho com enorme autonomia. Esse pano de fundo precisa ser examinado, defendeu. Theunis Marinho, presidente da ABRH-SP e novo conselheiro do CORT, disse que aprendeu que aos sábados e domingos todas as empresas do mundo são iguais. O que muda na segunda-feira são as pessoas. “Estamos num caminho errado, por não fazer lição de casa, de apelar ao arremedo. A reforma trabalhista representa algum avanço, mas é preciso ter a ambição de ir além.” Na opinião de Theunis, a reforma ainda nos deixa atrás dos grandes países capazes de competir no mundo. “O profissional de RH vai virar moda novamente. A área trabalhista acabou virando algo terceirizado para defender a empresa na Justiça do Trabalho, e isso precisa mudar.” (Fonte: Agência Indusnet Fiesp)       Fonte: O Estado de São Paulo, 25 de Junho de 2017

Sopro de Amor no CONARH

A exemplo de 2016, também em 2017 a ABRH-Brasil apoiará um projeto social durante o CONARH. Para a 43ª edição, a associação escolheu o Instituto Sopro de Amor, de São Paulo. Durante o evento, serão arrecadados alimentos não perecíveis na área de credenciamento, onde voluntários do instituto receberão as doações e poderão dar mais informações sobre o projeto.   A semente do Sopro de Amor foi plantada pouco antes do aniversário de 30 anos de sua idealizadora, Karina Lozov, que decidiu comemorar a data de um jeito diferente: se reuniu com os amigos para promover um grande evento, com música, atividades lúdicas e venda de produtos. A iniciativa atraiu mais de mil pessoas e a renda foi revertida para a Casa da Criança Betinho, abrigo para crianças com paralisia cerebral e primeira instituição a ser adotada pelo projeto. Neste ano, a iniciativa ganhou o status de associação sem fins lucrativos e passou a se chamar Instituto Sopro de Amor. A meta agora é, além de expandir a atuação, assumir integralmente as dietas enterais da Casa da Criança Betinho, o que significa o esforço de angariar, todos os meses, cerca de R$ 20 mil.   “Acreditamos que o amor é um agente poderoso de transmutação e cura. No CONARH, esperamos que as pessoas queiram participar e doem alimentos, mas, principalmente, percebam que podem ter uma atitude altruísta e fazer parte da nossa rede do bem onde quer que estejam, doando seu amor, sua alegria, seu talento e colocando aquilo que elas tiverem de melhor a serviço do próximo”, salienta Karina.   Conheça o Sopro de Amor no Facebook: pt-br.facebook.com/soprodeamorsp       Fonte: O Estado de São Paulo, 22 de Junho de 2017

Inscrições abertas para prêmio da ABRH-BA

Até 8 de agosto, estão abertas as inscrições do 10º Prêmio Ser Humano Luiz Tarquínio, reconhecimento da ABRH-BA a pessoas e organizações que fazem a diferença na área de RH do estado. “É importante valorizar a área de RH e gestão de pessoas divulgando boas práticas que sirvam de exemplo. Faz parte da nossa missão referendar cases que precisam ser multiplicados”, diz Cézar Almeida, presidente da associação. Neste ano, acompanhando as mudanças da premiação nacional, o Prêmio Ser Humano Oswaldo Checchia realizado pela ABRH-Brasil, as modalidades também passaram por remodelagem na ABRH-BA. Os interessados poderão se inscrever em cinco modalidades relacionadas à gestão de pessoas: Desenvolvimento, Administração, Sustentabilidade, Acadêmica e Jovem Para facilitar o processo da construção dos cases, foi criado um manual e, também, serão realizados workshops com os inscritos. Wladimir Martins, diretor de gestão de Conhecimento da ABRH-BA, conta que o processo de avaliação é feito em nível nacional: os materiais são enviados para as seccionais da ABRH nos outros estados para que sejam analisados e ganhem notas. “Os que tiverem a pontuação superior a 80% da nota máxima são anunciados como finalistas. Desse total, fazemos uma média de corte e os trabalhos que ficaram acima da média são premiados.”   Os finalistas serão anunciados em novembro, mês em que também acontecerá a cerimônia de premiação.   Informações e inscrições: www.abrhba.org.br         Fonte: O Estado de São Paulo, 22 de Junho

Eu, Robô?

A aplicação cada vez mais intensa de tecnologias tem transformado o ambiente de trabalho muito além do que se poderia imaginar. O exercício de prever o futuro laboral hoje passa obrigatoriamente pela convivência com androides, humanoides e outros “oides” que saíram da ficção para se tornar uma realidade no século 21. Esse é um dos efeitos da transformação digital, assunto que não poderia ficar de fora do CONARH 2017 – 43º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, que a ABRH-Brasil vai realizar de 15 a 17 de agosto, no São Paulo Expo, na capital paulista.     Entre as apresentações sobre o tema, a conferência magna O Futuro do Talento na Era da Transformação Digital estará a cargo de Gil Giardelli, estudioso da cultura digital, que participará do CONARH no dia 16, às 14h40, e é o entrevistado desta edição do Pessoas de ValoRH.   PESSOAS DE VALORH – Transformação Digital é uma expressão hoje presente em todas as áreas das empresas. Na gestão de pessoas, quais são os impactos? GIL GIARDELLI – São tempos de mudanças disruptivas, tempos dinâmicos, explosivos e de novas estratégias em complexidade, velocidade, convergência e conectividade. Trocam-se empregos chatos de apertar parafusos por empregos em rede de alto coeficiente emocional, espiritual e intelectual. No universo da gestão de pessoas, teremos que capacitá-las para que possam equilibrar a gestão do presente, a inovação e o futuro. Os gestores de pessoas criarão caminhos para que os profissionais saibam utilizar a sociedade em rede a fim de ganhar produtividade e tempo e possam aprender, ensinar e cocriar coletivamente.   PV – O RH tem acompanhado e sabido utilizar as novas tecnologias em seus processos e demandas? GG – A maioria das ferramentas, teorias e estratégias usadas no século 20 não tem mais efeitos, e não apenas o RH, qualquer profissional vai ter de criar novos mapas para navegar em novas terras. Para Recursos Humanos, é preciso pensar o futuro do talento, a liderança do século 21 e formas de despertar a criatividade e a inovação. Precisamos entender como data age, M2M (machine to machine), inteligência artificial, realidade virtual, humanoides, computação cognitiva, revolução das plataformas, apps e internet das coisas potencializam novas formas de ver e agir no mundo do trabalho.   PV – Nesse sentido, quais são as prioridades do RH? GG – O RH deve colocar na pauta discussões sobre a Era dos Valores, na qual o propósito vem antes do lucro como estratégia de negócios, e incentivar o poder das ideias, a economia do conhecimento, a diversidade cultural, a responsabilidade social e a ética. Que seja o líder que inspira e engaja as pessoas para explorarem o novo, inventarem possibilidades e arriscarem-se. Também deve ter foco na educação de alto impacto, preparar pessoas na resolução de problemas complexos e incentivar o poder do conhecimento coletivo. E, por fim, perceber que a transformação digital e a inovação são uma gigantesca vantagem competitiva.   PV – Num futuro não muito distante, homens e robôs trabalharão lado a lado. Como isso vai mudar a vida das pessoas no trabalho? GG – Bem-vindos à Era dos Robôs, da automação e da onda do desemprego tecnológico. Vivemos a transição entre decisões e ações rotineiras – automatizadas – e atitudes excepcionais – humanas. As máquinas inteligentes, que tomam decisões baseadas em dados, serão as parceiras ideais do profissional do conhecimento. Quando unirmos as interações homem-máquina e a inteligência mecânica com o melhor da inteligência coletiva chegaremos a uma nova Era do Trabalho. Saem os ferramenteiros e entram os estrategistas, sai o líder “mão na massa” e entra o líder inovador. Quando homens e robôs trabalham juntos, o que prevalece são ideias, não objetos; mente, não matéria; bits, não átomos; e interações, não transações.     NA VANGUARDA Além de Gil Giardelli, o mundo digital será tema de quatro cases empresariais. São eles:

  • Santander: Transformação Digital – O papel de RH na construção de novas competências
 
  •  Smarters: Inteligência Artificial nas Organizações
 
  •  Caixa Seguradora: Transformação Digital – Novos imperativos na gestão de pessoas
 
  •  IBM: Big Data e Analytics – Apoiando o processo de tomada de decisão
 

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O grande impacto das Organizações Exponenciais

Organizações cujo impacto é desproporcionalmente grande, pelo menos dez vezes maior que seus pares, as Organizações Exponenciais realizam algo realmente novo com o intuito de promover um propósito transformador. Apple, Google, Amazon e Waze são alguns dos exemplos mais conhecidos de organizações exponenciais que mudaram a forma de fazer negócios e, como consequência, a gestão de pessoas. Para falar sobre o tema, a ABRH-SP promoveu, no último dia 7, o Ciclo de Palestras com Maria Augusta Orofino, consultora organizacional e em empreendedorismo há mais de 20 anos. Entre as características dessas organizações que impactam a gestão de pessoas, Maria Augusta citou o estafe sobre demanda, ou seja, a contratação de colaboradores de acordo com a demanda da operação, tornando desnecessária e obsoleta a manutenção de equipes permanentes; o fim da estrutura hierárquica com equipes multidisciplinares sem gerentes e supervisores e com autoridade descentralizada; e o uso de ativos alavancados, a exemplo do Uber, que se utiliza dos carros de motoristas que não são seus funcionários. Ela também fez um alerta que serve para todas as empresas nesses tempos de extrema incerteza e rápidas mudanças: “A gente não sabe quem pode chegar e acabar com o nosso negócio”.       Fonte: O Estado de São Paulo, 18 de Junho de 2017

Carreira em RH

Amanhã, a ABRH-SP promove uma edição especial do Ciclo de Palestras. Vice-presidente de Recursos Humanos da SAP – Asic Pacific Japan, Renata Janini Dohmen fala sobre o tema Carreira em Recursos Humanos. O evento, que começa às 9 horas, na sede da Associação, é gratuito para associados. Não associados pagam R$ 100. Inscrições: (11) 5505-0545 ou eventos@abrhsp.org.br       Fonte: O Estado de São Paulo, 18 de Junho de 2017

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