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ABRH-SP promove workshop sobre relações trabalhistas

Depois de anos em que foram deixados de lado, temas como a reforma da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), flexibilização das leis trabalhistas e aprovação da terceirização voltaram às manchetes dos jornais e a ocupar os holofotes no Congresso Nacional. Nada mais oportuno, portanto, que se atualizar sobre as questões que envolvem as relações de trabalho. Nesse sentido, a ABRH-SP promove no dia 9 de agosto, das 8h30 às 13h30, na sua sede, o workshop Relações Trabalhistas: Como evitar greves, reclamações, multas trabalhistas e aumentar a produtividade, que será comandado por Carlos Silva, diretor executivo Jurídico da ABRH-SP e coordenador do CORHALE – Comitê RH de Apoio Legislativo, grupo mantido pela entidade paulista.

“O objetivo do workshop”, explica Silva, “é capacitar os participantes nos aspectos teóricos, legais, práticos e comportamentais do relacionamento entre empresa, empregados e sindicatos, identificando atitudes e condições que previnam conflitos.”

Durante o workshop, serão abordados os temas: circunscrição do conflito capital x trabalho; componentes, conflitos e o papel da liderança nas relações de trabalho; as reivindicações sindicais; a importância da comunicação; panorama sindical brasileiro; sinais que indicam a existência de conflitos; ações de desmobilização e de prevenção dos conflitos; dinâmica das negociações; e ações essenciais em caso de greve e protestos, entre outros.

Saiba mais: www.abrhsp.org.br ou (11) 5505-0545

Fonte: O Estado de São Paulo – 24 de julho de 2016

CONARH 2016 terá quase 100 horas de conteúdo

Aconteceu na sede da ABRH-SP, na última quarta, o pré-lançamento para a imprensa da 42ª edição do CONARH – Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas. Participaram do evento a presidente da ABRH-Brasil, Elaine Saad, o coordenador do CONARH, Ricardo Mota, e dois conferencistas do congresso: o economista Samy Dana e a cofundadora e CEO da Love Mondays, Luciana Calleti.

De acordo com Mota, o CONARH deste ano vai apresentar as novas tendências, antecipar o que está por vir, transmitir muito conteúdo prático e gerar inspiração. “Teremos mais de 80 palestrantes e quase 100 horas de conteúdo”, destacou.

Sobre a sua palestra, “Irracionalmente Humano”, Dana disse que vai abordar a lógica do comportamento humano, a irracionalidade da tomada de decisões e como o RH pode entender os processos de escolhas para usar isso na atração, retenção e no desenvolvimento de talentos.

Já Luciana antecipou os tópicos da palestra “Como a sua marca empregadora está sendo construída na internet?” Entre eles, as avaliações na internet como fonte de informação e de decisões que influenciam a carreira, quem é o responsável pela marca empregadora e o papel central da liderança na construção dessa marca.

A 42ª edição do CONARH acontece de 15 a 18 de agosto no Transamerica Expo Center, na capital paulista. Até 31/07, os associados da ABRH-SP têm um preço especial na inscrição do evento: R$ 2.817,89. Não associados pagam R$ 4.696,44. Os valores sobem depois dessa data.

Mais informações e inscrições:

www.conarh.com.br ou (11) 3138-3420

 

Fonte: O Estado de São Paulo – 24 de julho de 2016

CRA-SP investe na prestação de serviços e no apoio ao desenvolvimento profissional

Como parte da iniciativa de aproximação das entidades relacionadas, direta ou indiretamente, à área de Recursos Humanos, o presidente da ABRH-SP, Theunis Marinho, visitou o presidente do Conselho Regional de Administração de São Paulo – CRA-SP, Roberto Carvalho Cardoso, no dia 11 de julho.

Dos atuais 68 mil profissionais registrados no Conselho – há ainda 8 mil empresas que atuam no campo da Administração registradas também –, um número significativo atua na área de Recursos Humanos, algo em torno de 35%. Esses profissionais, assim como os demais administradores, têm um leque de serviços e de oportunidades de desenvolvimento à disposição no CRA-SP, como explica, nesta entrevista, Roberto Carvalho Cardoso, que também é presidente do Sindicato dos Administradores no Estado de SP – Saesp, presidente da Federação Nacional dos Administradores – Fenad e diretor da Integração Escola de Negócios.  

GESTÃO DE PESSOAS – Embora a principal função do Conselho seja a fiscalização da profissão, o CRA-SP tem se destacado pela prestação de serviços. O que tem sido feito nessa área?

ROBERTO CARVALHO CARDOSO – O objetivo básico do CRA-SP é fiscalizar o exercício profissional, mas notamos, tanto nos nossos conselhos coirmãos quanto nos conselhos de outras profissões, que isso não tem sido motivo suficiente para fazer o profissional se registrar. O nosso objetivo, portanto, é mudar o conceito de conselho. Hoje procuramos prestar serviço para o profissional dentro de uma gama mais ampla possível. Por exemplo, temos aqui no CRA-SP um posto da Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo) para fazer a abertura de empresas; um posto do CIEE – Centro de Integração Empresa-Escola para atendimento de estagiários e aprendizes; do Ministério do Trabalho para emissão de carteira profissional; da Receita Federal; e, ainda, um posto para certificação digital. Oferecemos algo semelhante a um Poupa Tempo, respeitando as devidas proporções. Fazemos ainda a assistência jurídica e, isso é nossa marca registrada, a assistência previdenciária para aposentadoria por meio de um convênio com o INSS, que já tem mais de treze anos. Todo o processo vai pronto para o INSS e, até pela confiança que eles têm no nosso pessoal, a aposentadoria é rapidíssima –  temos onze casos em que o processo levou 24 horas. Também possuímos convênios com aproximadamente 1.000 parceiros prestadores de serviço, como farmácia, clubes, faculdades, hotéis, etc. Além de convênios com uma série de associações, direta ou indiretamente ligadas à nossa profissão, como a ABRH.

GP – Além dos serviços, o que o CRA-SP tem feito em prol do desenvolvimento profissional tanto dos estudantes quanto dos administradores já formados? 

RCC – Em relação aos estudantes, somos pioneiros na entrega de identidade profissional na ocasião da formatura. Há muito tempo realizamos palestras nas faculdades para os estudantes do último ano dando uma ideia do mercado de trabalho e já começamos a apresentá-las também no primeiro ano para que o jovem conheça o curso e o campo que o espera. Recentemente, passamos a emitir a carteira de estudante em convênio com as faculdades. Tudo isso para o jovem ficar consciente da existência do conselho e da profissão dele. Aliado a isso, concedemos o Prêmio Mérito Acadêmico para o melhor aluno da turma e agora estamos iniciando um prêmio semelhante para o melhor professor. Já para os administradores, realizamos uma série de palestras no nosso espaço. Mantemos ainda 21 grupos de excelência sobre diversos temas, como coaching, mediação e arbitragem, teletrabalho, empresa familiar e administração de pessoas. Esses grupos são formados por profissionais de diferentes áreas, não só da Administração, em um ambiente riquíssimo de geração de conhecimento onde circulam aproximadamente 600 profissionais ao longo do ano.

GP – Como o sr. enxerga o futuro tanto da profissão de administrador como de quem atua na área de Recursos Humanos? 

RCC – São profissões do futuro. A profissão de administrador tem vitalidade e pujança enormes e hoje é a mais procurada pelos jovens porque oferece inúmeros campos de atuação e permeia diversas atividades. E, muito embora eu seja suspeito para falar, também é uma profissão boa nos momentos de crise. Com relação à área de RH, vale lembrar que, no passado, ela não era tão valorizada como deveria, sempre ficando de certa forma à margem das demais áreas. Acontece que, com a evolução da tecnologia que estamos vivendo, e tudo indica que isso continuará crescendo cada vez mais, as empresas estão se nivelando. Hoje, preço não é mais elemento diferenciador, todas as empresas têm uma qualidade razoável e temos excesso de produção. Portanto, preço, quantidade e qualidade, que eram os elementos diferenciadores no passado, hoje não são mais. O elemento diferenciador são os recursos humanos, o que tem levado à valorização da área.

GP – Qual é a sua expectativa em relação ao Brasil?

RCC – O momento que vivemos é crucial. É a hora de dar seriedade, de mostrar que estamos combatendo a corrupção. Parece que se está passando o Brasil a limpo, embora haja muita coisa ainda a ser feita. Entretanto, eu acredito no futuro do país por uma razão: vivemos uma crise acima de tudo moral, de passar por todo esse processo, e o reflexo disso tem sido a falta de confiança ou estímulo, mas na hora que sinalizarmos que estamos fazendo algo sério, teremos uma mudança significativa. Eu acredito que estamos nesse caminho.

Fonte: O Estado de São Paulo – 24 de julho de 2016

Qual o papel do RH nas empresas altamente competitivas?

Para responder essa questão, Arno Krug Júnior, CEO da operação Wall Street, da Pearson no Brasil, amarrou três fios recorrentes na condução das discussões atuais: sonho, gente e cultura.

“Primeiramente, qual o sonho da companhia com as pessoas que estão lá – o que se espera do colaborador. Gente: as pessoas estão ou não engajadas no propósito da empresa. E se identificam, ou não, com a cultura da organização. Pessoas que não se identificam com a cultura não ficam cinco meses na empresa. A cultura expulsa naturalmente. Cultura é DNA, o que nos faz ser quem somos.”

Segundo ele, é essa equação bem desenhada que vai nortear todos os processos de atração, seleção, integração e construir engajamento. “Mas, para isso, a estrutura de RH tem que ser menos RH e mais Gente & Gestão, ou seja, um centro de excelência na gestão de pessoas.”

Com essa operação, “Gente & Gestão participa da definição de metas e resultados e passa a ter que estar presente no bloco de controle da companhia: CEO, Diretor de Operações e RH com decisões integradas”, concluiu. “Sendo assim, o CEO precisa abrir espaço para essa parceria. Toda a gestão da empresa tem que estar aberta a essa presença e a dar voz para Gente & Gestão.”

Entre as mudanças de cenário, Arno, que trabalhou também na Ambev, colocou ainda a decisão sobre os processos de talento nas mãos do gestor direto: “Na minha visão, o RH tem que trabalhar como suporte técnico, mas o dono é o gestor que está contratando. No dia a dia, é ele quem vai avaliar esse funcionário”.

E ele provoca:

“Quantos por cento do seu dia estão programados para cuidar de gente? Trinta por cento ou mais do tempo do gestor, inclusive do CEO, deve ser dedicado a cuidar de gente. Tem empresa que espera um ano para, a partir da avaliação de desempenho, detectar um problema. Quando o gestor está envolvido com gente, detecta mais rápido e alinha mais rápido”.

Em poucas palavras, detalha o CEO, permite esclarecer “qual o seu desafio pra hoje? E como esse desafio está casado com a estratégia da companhia? Todas as pessoas da equipe precisam saber como essas respostas são colocadas na prática no fim do dia. Essa atitude potencializa a produtividade”.

Outro ponto importante é a interligação das metas entre áreas, que, para existir, começa com a percepção da direção de que cada gestor deve ter pelo menos ma meta compartilhada com as demais áreas – decisão que o CEO precisa estar ciente.

Arno destacou valores da Pearson que podem inspirar. Primeiro a coragem: que demonstra determinação para enfrentar obstáculos e desafios. Em apoio a esse valor fatos e dados são usados para a tomada de decisão e a crítica é ao processo e não a pessoas. O segundo valor é a visão de dono: assumindo a responsabilidade pelo seu próprio trabalho, buscar sempre o que é melhor para a companhia e fazer acontecer. Ser criativo é o terceiro, assumindo uma perspectiva mais ampla para identificar e solucionar. Estar pronto para testar, mas não se apegar a ideia de uma inovação que não se mostrou aplicável. E, finalmente, honestidade: não aceitar atalhos, ser claro e transparente nas relações e ter prazer pelo respeito e pela ética em todas as relações, dentro e fora da companhia.

( texto da ABRH-SP, publicado na Folha de Alphaville, 6 de maio de 2016)

Bom Humor Traz Bons Resultados

Difícil manter o humor da equipe diante de tantas cobranças, tantos apertos da economia? Marcelo Pinto, palestrante, consultor de RH e gestor jurídico, tem uma receita: divirta-se.

Você sabe quais os benefícios de uma boa risada? Na verdade, boa ou não, o cérebro entende da mesma maneira. É uma ação fisiológica que libera hormônios que combatem a tensão. Também gera uma reação parecida com o que acontece quando uma pessoa boceja e você acaba bocejando também. Então, a primeira dica do gelotólogo, estudioso do humor, é finja, finja e atinja.

Entre os benefícios da atitude positiva: diminui em 66% as licenças médicas, reduz  51% o turnover, 125% a síndrome de burnout. Uma pesquisa feita pelo professor Robin Dunbar e divulgada pela BBC mostra que a gargalhada funciona como analgésico, por isso tantos programas com palhaços em hospitais.

Para quem acha esse papo meio estranho, a técnica é aplicada em 8 mil clubes e mais de 70 países e tem um apelido: é a Ioga da Gargalhada. Marcelo se apoia ainda em uma palavra para resumir as ações no ambiente corporativo: SMILE. S de Sorria, M de Mude de atitude, I de Identifique oportunidades, L de lidere positivamente e E de envolva e execute.

“A mudança de atitude é o grande desafio”, explica. ”Pessoalmente enfrentamos situações que podem rapidamente mudar nosso humor. Pegar trânsito, por exemplo, é uma das mais comuns. Também quando chegamos ao trabalho bem-humorados e encontramos alguém que está ou é muito sisudo. Como lidar? Respeite. Tente mudar, mas respeite. Deixe no espaço dele e você no seu. Não precisa se contaminar.”

Outro empecilho comum para que isso aconteça, segundo o consultor, é se render às crenças populares que propagam que “a pessoa que ri não é séria”, “Muito riso pouco siso”. Não é bem assim:

“Você pode ser competente no que faz e ser descontraído, mas precisa saber os limites. Quando a gente fala de humor não estamos falando de fazer piadas preconceituosas ou dar apelidos e achar que tudo bem. Ou fazer aquela observação indelicada e depois dizer que estava brincando. Essa é a forma errada de humor. Você não precisa ser engraçado sempre. Seja positivo”.

Mais resultados que essa postura traz? Ele compila as pesquisas: 300% a mais de inovação, 43% a mais de produtividade, 37% a mais de rentabilidade. Instrumentos para a mudança? Campanhas de sensibilização, sugere.

E atenção para quem está atrás de uma vaga no mercado de trabalho: um estudo da empresa americana Robert Half apontou  que mais de 90% dos executivos acreditam que o senso de humor é importante para a ascensão profissional e é usado como critério seletivo. Quer treinar para a entrevista? “Sorria na frente do espelho até que fique sincero”, recomenda Marcelo.

( Texto da ABRH-SP, publicado na Folha de Alphaville, 20 de maio, 2016)

EMPRESAS: QUAL O RUMO NO CENÁRIO ATUAL?

A pergunta que todos fazem tem muitas respostas, mas onde encontrar muitas delas? O CONARH reunirá profissionais de destaque para esclarecer o que todo mundo quer saber.

Quem já participou sabe: é um intensivo. Quatro dias com tanta informação que não tem como não sair de lá com pensamento renovado. Quer ver?

Como o RH Pode Fazer a Diferença no Momento de Crise? Essa questão está nas mãos de Márcio Fabiano, business partner para Supply Chain e Relações Trabalhistas da Avon Cosméticos.  E também Como Redefinir as Prioridades do RH para Enfrentar a Crise? Andrea Clemente, diretora de RH e Comunicação da Whirlpool para América Latina, revela.

Caçadores de Bons Exemplos, Eduardo e Iara Xavier explicarão como Você Pode Fazer a Diferença. Acha que ser de uma ou e outra geração influencia? As Novas Gerações e as Relações com o  Trabalho são tema para Andreas Auerbach, sócio da Box 1824, empresa que pesquisa tendências em consumo, comportamento e inovação.

Como Formar Equipe de Alta Performance em Cenário de Gestão de Mudanças? Esse desafio está no topo da lista de dez entre dez empresas, de todos os tamanhos, não?  Vania Ferrari, consultora e escritora da Pensamentos Transformadores, abre o jogo, com dicas para sair de lá aplicando.
E ainda de olho na produtividade: você acha que colaboradores mais felizes tornam empresas mais produtivas, mas não sabe bem como conciliar práticas? Nicole Fuentes, assessora perita em Psicologia Positiva do Departamento de Educação Executiva da Universidad de Monterrey (México), traz uma luz para iluminar esse túnel.

Práticas novas e polêmicas também estarão sendo debatidas por lá. Você certamente ouvir falar do currículo de fracassos publicado por um professor da Universidade de Princeton? Johannes Haushofer publicou no Twitter apenas as ocasiões dos cargos que disputou e não levou, dos prêmios que não ganhou, ensaios que foram rejeitados por publicações acadêmicas e pedidos de financiamento de pesquisas que não foram aprovados. Então, como aproveitar os erros como forma de descobrir algo melhor? Nathalie Trutmann, diretora geral da Hyper Island para América Latina, terá o que ensinar aos participantes.

Folha de Alphaville – 29 de maio de 2016

HeForShe: Presidente da Aché já aderiu, e você?

“O mundo passa por uma transformação enorme e essa mudança é gerada pelas pessoas. A população vem pedindo um mundo mais íntegro, transparente, mais ético e mais igual. Essa conscientização é fundamental, pois é a base da mudança em si, gerando direcionadores de respeito, equilíbrio e boas práticas dentro e fora das organizações”, resume Paulo Nigro, presidente do Aché Laboratórios.

O presidente acredita que estamos em uma cultura em transformação:

“Estamos no rumo de um processo sem volta, em que haverá a consolidação de um quadro de maior igualdade dentro e fora das organizações. Quem resistir a essa realidade certamente perderá talentos e competitividade. Aqui no Aché, 48% dos colaboradores são mulheres, desse percentual, 32% ocupam cargos de gestão e, com reporte direto a mim, são cinco mulheres”.

Para ele, a sensibilização de homens, bandeira da campanha HeForShe da ONU, “deve ocorrer o tempo todo, em todas as esferas de relacionamento: em casa, na escola, no trabalho, no tempo de lazer, por meio da imprensa. Os homens devem compreender e apoiar a ideia de igualdade de gênero, porque a construção de um mundo mais igual beneficia a todos. No âmbito corporativo, como presidente de uma companhia, tenho o dever de reconhecer publicamente todos que se destacam homens e mulheres, pois, para mim, é natural que sejam tratados com igualdade”.

Paulo relembra um case de sucesso: “Aconteceu quando cheguei para presidir a Tetrapak do Canadá. Encontrei uma gerente de Marketing com personalidade muito forte, arredia à chegada de mais um presidente. Em 15 anos de empresa, a profissional já tinha se reportado a sete presidentes e estava ´cansada´. Diante dessa situação resolvi investir e focar nesse talento, com o objetivo de virar a opinião a respeito da minha chegada. Passei a ouvi-la com atenção e identifiquei um enorme potencial, implementando, então, as ideias dela, que eram excepcionais para o negócio. Descobri que não era ouvida pelos líderes, talvez por preconceito, já que, no início da carreira na Tetrapak Canadá, era secretária. Pelo seu desempenho, eu a convidei para ser diretora Regional de Vendas, ao que ela surpreendeu, tornando-se depois diretora Comercial da Tetrapak Canadá”. Conta ainda que, depois de perder um bebê, ela voltou ao trabalho com tanta garra que ele a preparou como sucessora. E quando levou o nome dela ao board ouviu: – Paulo, não vai dar certo! Mulher nessa função?  Acabou participando do processo com outros homens e foi a vencedora, tornando-se a primeira mulher a ocupar a presidência da Tetrapak.

Remuneração Estratégica: como pode te ajudar

Está sonhando com um dinheiro a mais? Gostaria de ganhar um aumento de salário ou uma remuneração extra? Entenda como a remuneração estratégica pode te ajudar.

Se o empresário está com dificuldade de garantir uma remuneração fixa alta, mas quer manter o valor agregado para seus colaboradores, a estratégia pode ser unir ao fixo um variável. O que pode ser variável? Previdência complementar, por exemplo; remuneração variável  por resultados (metas e indicadores em quatro níveis: individual, de equipe, setor e empresa); e participação acionária.

“A empresa precisa recompensar os profissionais de forma correta e competitiva, usando boas ferramentas de gestão e desemprenho. E, nesse ponto, os RHs são fundamentais para promover a evolução da carreira e do desempenho do colaborador de forma transparente, sem ruídos, e criar a cultura da meritocracia”, analisa Marcelo Samogin, diretor da Remunerar e um dos coordenadores do Grupo de Remuneração Estratégica da ABRH-SP.

Para Marcelo, é possível remunerar bem os empregados diferenciados, “seja com o PIB em crescimento, seja em plena crise econômica. Mas é fundamental que o desempenho deles seja acompanhado de perto. Dessa forma, se tem uma equipe mais enxuta, mais focada e mais qualificada”.

 

A remuneração estratégica é um instrumento para incluir em toda a cultura da empresa uma motivação intrínseca, ou seja, um fator emocional no desenvolvimento e direcionamento a metas. Premia o bom desempenho com dinheiro na conta ou benefícios de valor. “A remuneração mais agressiva ajuda na reputação da empresa. Com o tempo, mais pessoas qualificadas vão querer trabalhar nos locais que fazem esse investimento”, explica Marcelo.

A consultoria de Marcelo fez uma pesquisa e descobriu que 40% das empresas não têm programas desse tipo. Na visão do consultor, uma boa ferramenta para reforçar a confiança interna neste momento de aperto na economia é a Participação nos Resultados (não nos lucros). “Você fomenta eficiência e não onera os custos fixos na folha de pagamento.”

( Texto Publicado na Folha de Alphaville, na página da ABRH-SP)

Carreira: livros que podem levar a uma nova etapa

A ABRH-SP fez uma pesquisa com os orientadores dos grupos de estudos para descobrir que livros podem ajudar você a fazer as mudanças que precisa na sua vida profissional. Veja o resultado e oriente-se para o próximo passeio à livraria.

E, para começar nesse clima, a dica de Plínio Cerqueira Leite, gestor do grupo de Assessment e Relacionamento Interpessoal, é “Reinventando Você”, do Carlos Alberto Júlio. Nesse texto, ele explica como montar uma estratégia de carreira eficaz para esses tempos de imprevisibilidade e do que chama de metamorfoses cotidianas. Outro autor relevante para Plínio é José Augusto Minarelli. Quatro livros se destacam: “Empregabilidade – Como entrar, permanecer e progredir no mercado de trabalho”; “Inteligência Mercadológica: A inteligência que gera negócios e oportunidades de trabalho”; “Networking: Como utilizar a rede de relacionamento na busca de emprego e de oportunidades de trabalho”. E ainda: “Venda seu Peixe – Como ser eficaz na venda dos seus serviços profissionais”.

Quer entender como uma aventura pode ajudar a prever problemas? Ana Gabriela Dezan, facilitadora de Educação Corporativa, indica “Cem Dias entre Céu e Mar”, do Amyr Klink. Esse livro tornou conhecida a trajetória do navegador e o transformou em um dos grandes palestrantes do Brasil.  Se o seu problema é a ansiedade, Pedro Carneiro, facilitador do grupo de Gestão de Desempenho, dá a dica: “A Quinta Disciplina – A arte e a prática da organização que aprende”, de Peter M. Senge. Você é uma pessoa que busca constantemente novos padrões, mais abrangentes? Então você se encaixa na empresa que aprende. O método desenvolve cinco disciplinas: Domínio Pessoal, Modelos Mentais, Visão Compartilhada, Aprendizagem em Equipe e Pensamento Sistêmico.

Quer ser chefe? Cássia Resende, facilitadora do grupo de Coaching, indica “Sustentabilidade da Liderança: 7 disciplinas para transformar intenções em ações eficientes”, de David Ulrich e Norm Smallwood. Segundo ela, “é um dos livros mais atuais sobre liderança. Demonstra como hoje em dia todos precisam ser líderes. Essa é uma boa leitura sobre o tema de forma clara e objetiva”.  Para complementar, para aprender a ajustar comportamentos e emoções a cada situação, uma boa consulta é “Seja Assertivo!”, de Vera Martins.

Se o foco é se desenvolver no RH, Joaquim Leria, do grupo de Remuneração Estratégica, tem mais duas propostas. A primeira é  “Retorno do Investimento em Capital Humano”, de Jac Fitz-enz. O livro esclarece a métrica para a área que cuida de gente e gestão. “Importante, principalmente, para pessoas do setor financeiro que precisam entender a relevância do RH, ressalta Joaquim.

Última parada no seu passeio pelas estantes: “Confiança – O principal ativo intangível de uma empresa”, de Marco Túlio Zanini.  O professor da Fundação Dom Cabral mostra que uma gestão baseada em confiança significa dar autonomia para que cada colaborador tenha liberdade para dar o seu melhor, sentindo-se incluído em todos os processos de posicionamento de uma empresa.  Pronto para a leitura? Mergulhe fundo e mande  seus comentários que a gente publica: contato@mediapool.com.br

 

( Texto da ABRH-SP, publicado na Folha de Alphaville em 3 de junho, 2016)

Produzir mais para quê?

Falar de produtividade em plena recessão pode suscitar essa pergunta. Então por que se preocupar com isso agora?

“ Precisamos nos preparar em qualquer cenário. O Brasil tem um problema que começa na educação, desde a escola. Não somos educados para o mundo do trabalho. O foco do ensino é no vestibular e só uma pequena parcela consegue chegar na faculdade”, alerta Renato da Fonseca, PhD em Economia, Gerente-executivo de Pesquisa e Competitidade da CNI.

Segundo dados do Instituto Data Popular, nem metade dos 40,8 milhões de pessoas que já completaram o ensino médio no país pretende ingressar no ensino superior. Entre os que têm esse objetivo, só 37% planeja iniciar no ano que vem.

“Esse problema chega à gestão das empresas, das grandes às pequenas. É preciso ter pessoal preparado para saber o que poderia ser feito melhor. Quando um consultor é chamado deixa orientações. O gestor pensa: deu certo até agora para que mudar? O funcionário, por sua vez, não foi envolvido no projeto, também não adere. É preciso envolver o chão de fábrica nas mudanças. Muitas inovações que melhoram a produtividade vêm dessa troca”, explica Renato que cita o programa Indústria + Produtiva como exemplo. “ Saber aplicar o método de produção enxuta ( Lean Manufacturing ) é pré-requisito, mas são poucos os gestores capacitados. No entanto, essas mudanças podem trazer ganhos com diminuição expressiva de tempo de produção, melhoria da qualidade final do produto e aumentos que, nos cases do programa, chegaram a 40% mais na produtividade.” Em uma das fábricas que aderiram, o valor investido no programa retornou 97 vezes em um ano.

Outro entrave para o qual o setor é sensível, segundo ele, é a legislação trabalhista: “ela não incentiva a meritocracia. Tanto faz se eu trabalho mais que outro par. Recompensar o trabalhador que tem uma produtividade melhor não está previsto na lei. Não há essa flexibilidade. Se um trabalhador que tem o mesmo tempo de casa e exerce a mesma função do que outro, tem que receber a mesma quantia. As empresas que tentaram adotar o diferencial por produção, se viram depois diante da justiça tendo que igualar os pagamentos.  Com o tempo o trabalhador que rende mais se pergunta: por que tenho que carregar o outro nas costas? E isso nivela por baixo”. Ele conclui: “ Quando se fala em legislação trabalhista a maioria acha que se trata de perdas de benefícios do trabalhador e o que estamos falando aqui são ganhos, ou seja, reconhecimento que não vem não porque não veem valor, mas porque não existe brecha. Essa possibilidade aberta teríamos um crescimento na produtividade, com certeza.”

( Texto publicado pela Folha de Alphaville, na página da ABRH-SP, 17 de junho/ 2016)

O que Você Precisa Saber Sobre Gestão em Home Office

Pesquisa nova da SAP Consultoria mostra que, entre as empresas que adotam o teletrabalho ou home office, 89% usam essa modalidade como tática de atração de trabalhadores. Mas o que é essencial para essa prática dar certo?

“Precisa antes de tudo estar claro por que a empresa está adotando essa estratégia. Se o propósito é claro, fica mais fácil envolver as áreas na construção da metodologia”, explica Cleo Carneiro, convidado do último encontro de Gestores de RH, da ABRH-SP Metropolitana Oeste, aqui em Alphaville.

Cleo destacou os papéis e desafios de cada grupo: “Os gestores precisam migrar para uma atitude de confiança e não de controle. Esse é o principal entrave. Não é porque a pessoa está presente fisicamente que está engajada e não é porque ela está trabalhando de casa que está dispersa. Precisa sim é cuidar da distância emocional, ou seja, precisa aproximar pela atenção constante, pela motivação e pelo reconhecimento. Boa dica é criar o cafezinho virtual. Não se comunicar só para tirar dúvidas e rever tarefas, mas também para bater papo e sentir como cada colaborador está”, esclarece o consultor.

Para a direção, o papel importante, diz ele, é estimular o programa e se envolver desde a criação da metodologia. “Baseamos a metodologia, de forma geral, em quatro pilares. Gente: como os processos vão manter a cultura da empresa. Processo: como as atividades vão acontecer com novas rotinas. Tecnologia: quais recursos e treinamentos são necessários para o trabalho a distância e toda a questão de segurança da informação envolvida. E, finalmente, o aspecto jurídico. Das empresas que adotaram o  teletrabalho, 62% ainda não possuem contrato diferenciado junto aos praticantes”, resume Cleo.

E o impacto para os colaboradores: “Ter disciplina para seguir a metodologia e se preparar para executar e manter a produtividade nesse novo ambiente, sem se desligar da cultura. Por isso, a gente acredita que home office não dá para ser todos os dias. Precisa ter um convívio presencial com os colegas”, alerta.

Cleo dá boas notícias. Conta o case de uma empresa de Campinas que está implementando o teletrabalho para dar emprego à mão de obra especializada em outras cidades, já que não encontraram na região. “A empresa não precisa fazer a mudança do profissional e da família dele para perto da sede. Pode manter a qualidade de vida que ele tem na cidade de origem e engajá-lo no programa, com um presencial mensal, por exemplo.”

A maior barreira (43% ) apontada pelos pesquisados para adoção do sistema é o conservadorismo por parte da direção. Cleo conclui: “Temos que trabalhar diretamente para quebrar esse paradigma, mas, enquanto isso, cabe a você fazer a sua parte. Você está pronto para trabalhar em home office?”

 

Folha de Alphaville – 01 de julho de 2016

HeForShe: um caminho sem volta

Destacamos aqui o depoimento emocionante de duas mulheres que estão à frente na luta pela igualdade de gêneros e que tiveram a missão de inspirar a plateia a adotar o lema: “Um caminho sem Volta”, na primeira edição do CONALIFE.

É como se tivesse que pedalar na subida.” Foi essa uma das frases que Alcione Albanese, criadora da ONG Amigos do Bem e fundadora da FLC Lâmpadas, usou para definir sua trajetória. Aos sete anos começou a fazer rifa com os presentes de aniversário que ganhava para conseguir dinheiro para seus pequenos projetos. Abriu o primeiro negócio antes dos 20 anos: uma confecção que deu emprego a mais de 80 pessoas. Achou que precisava ir além. Comprou uma loja de eletrônicos, num território dominado pelos homens: a rua Santa Ifigênia. Venceu o preconceito “todos se tornaram amigos”, relembra.

Não parou. “Quis ir para a China em 92, e fui sozinha. Queria trazer lâmpadas fluorescentes, que eram novidade, para o Brasil. Para alcançar o sucesso precisa ser persistente. Cheguei lá procurando indústrias. Três dias e nada. No quarto dia, vi as ‘páginas amarelas’ e pedi para o pessoal da recepção me ajudar. Comecei a mandar fax e esperava respostas. Vieram. Chegaram ao Brasil 33 mil lâmpadas que não funcionaram. Voltei para lá. E trouxe fluorescentes e econômicas. Desde então, foram 71 viagens à China. Ser persistente quer dizer que nunca aceitei não dá. Não aceitar as coisas mais ou menos. Nem aceitar ser mais ou menos.”

Além de ser persistente, ela acrescenta: “Precisa construir pontes e ponte a gente constrói com humildade. Não é o dinheiro. São os amigos. Quando nos aproximamos do coração das pessoas criamos um vínculo”. Outra característica de sucesso, segundo Alcione, é semear transformação. “Quando a gente se envolve todo resultado da equipe é maior. Deixei a empresa que fundei para me dedicar aos Amigos do Bem. E para recomeçar é preciso pegar a folha em branco e deixar tudo para trás, se não a gente não tem forças e fica preso no passado.”

Oito a dez milhões de mulheres estão empreendendo no Brasil. Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, fez questão de relembrar três das motivações. “A primeira é que elas estão com filhos pequenos e não se sentem em um ambiente acolhedor para viver esse momento com mais flexibilidade. Segundo grande motivador é para as mulheres mais maduras, acima de 45 anos, e que o mundo corporativo não absorve mais. Terceira e que vem crescendo cada vez mais: jovens que não se identificam no mundo corporativo e querem construir um sonho.”

Há nove anos à frente da Rede, ela já sabe a resposta mais frequente à pergunta: “O que, no seu ambiente familiar, mais te motiva a empreender? Os maridos”.  A atitude HeForShe começa em casa.

( Texto publicado pela Folha de Alphaville, em 1 de julho de 2016, na página da ABRH-SP)

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